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Tombée de nuit sur Shangaï. (Avril 2007)

um filme de a film by un film de Chantal Ackerman

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sinopse synopsis synopsis

Mais do que sons e mais do que imagens. Sem hierarquia. Mona Lisa lado a lado com um desenho animado e Chopin com a música americana dos anos 70/80, numa espécie de prazer ambíguo. Plus que des sons, plus que des images, sans hiérarchie, Mona LIsa cotoye un dessin animé et Chopin de la musique américaine des années 70/80 dans une sorte de plaisir ambigu. More than sounds, more than images, without any hierarchy, Mona Lisa alongside a cartoon and the Chopin of the American music of the 70s/80s, in a kind of ambiguous pleasure.

nota do realizador note du réalisateur notes from the director

Quando me propuseram fazer um filme sobre o estado do mundo, senti-me esmagada por um tema tão vasto. Disse a mim própria, a minha rua, a rua de Ménilmontant, também é uma parte do mundo. Mas já não a consigo ver porque a vejo todos os dias. Então decidi afastar-me para poder ver. Fui a Shanghaï, é muito longe e nunca lá tinha estado. E lá vi um mundo onde as imagens estão por toda a parte, onde todas as culturas se misturam num concerto ensurdecedor, tudo em vídeo. Os barcos, os edifícios, não são mais do que imensos écrans. Há prazer em lá estar mas há também outra coisa, tudo aquilo faz reflectir ainda mais sobre as imagens que se erigem como totens. Quand on m’a proposé de faire un court métrage sur l‘état du monde, je me suis sentie écrasée par un sujet si large. Je me suis dit, ma rue, la rue de Ménilmontant, est aussi une partie de l‘état du monde. Mais je ne la vois plus parce que je la vois tous les jours. J’ai donc décidé de m‘éloigner pour pouvoir voir. Aussi j’ai été à Shanghai, c’est loin et je n’y étais jamais allée. Et là j’ai vu un monde où les images sont partout, où toutes cultures se mélangent dans un concert assourdissant, tout cela en vidéo, les bateaux, les immeubles, ne sont plus que des immenses écrans. Il y a du plaisir à y être mais aussi autre chose, cela fait encore plus réfléchir aux images qui s‘érigent comme des totems. When I was offered the possibility of making a short film on The State of The World, I felt crushed by the weight of such subject. Then I thought about my street, rue Menilmontant, how it too is part of the world. But I no longer see it because it is under my nose every day. So I decided to go away in order to be able to see it. I left for Shanghai, it is far away and I had never been before. There, I saw a world where images are plastered everywhere, where so many cultures come together like a deafening concert all on video; boats, buildings, everything turns into giant screens. There is pleasure in being there and moreover, it makes one think of images erected on totem poles.

Acerca da realizadora À propos de la réalisatrice About the filmmaker

Chantal Ackerman nasceu em Bruxelas em 1950. Em 1968 realiza a sua primeira curta metragem, um filme em que é a única intérprete e onde se anuncia já o seu singular olhar sobre o quotidiano, entre o humor negro, o fantástico e o rebelde. Em 1972 realiza em Nova Iorque a sua primeira longa metragem, mas é com o filme “Jeanne Dielman”, 1975, que a crítica e o público descobrem a sua obra. As suas últimas obras alternam entre o documentário e a ficção autobiográfica. was born in Brussels in 1950. Directed her first short film in 1968, film in which she was the only actor and which already looked forward to the director’s unusual vision of our daily environment, with its blend of black humor, fantasy and insolence. Directed her first feature in New York in 1972, but it was with “Jeanne Dielman” that critics and audiences discovered her work. In her most recent work she has alternated documentaries and autobiographical fiction. est né à Bruxelles en 1950. Réalise son premier court métrage en 1968, film dont elle est l’unique interprète et où s’annonce déjà le regard singulier de la cinéaste sur l’environnement quotidien, entre humour noir, fantastique et rebelle. Réalise son premier long métrage à New York en 1972, mais c’est avec «Jeanne Dielman» que la critique et le public découvrent son œuvre. Ses dernières œuvres alternent documentaires et fictions autobiographiques.

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